3. Princípio da Neutralidade

3. Princípio da Neutralidade

“Não sou responsável pelo ato praticado por outra pessoa e não me envolvo com esse ato, mesmo que praticado contra mim. ” 

O ato praticado por uma segunda pessoa é de sua inteira responsabilidade. Eu não sou responsável pelo que ela faz. Apenas responderei como coautor desse ato, se, conscientemente a induzi a praticá-lo.

Mesmo quando o ato é dirigido contra nós, devemos nos manter neutros como se cometido contra outra pessoa, porque o problema é de quem o comete e não nosso. Ele é o responsável pelos efeitos que esse ato desencadear.  Por outro lado, ele responderá a Deus pela sua ação e, portanto, não nos cabe reivindicar o direito de “cobrar-lhe” pelo que fez.

Por exemplo, se alguém fala mal de nós, não devemos nos chatear. Sabemos quem somos. O que o outro pensa sobre nós, diz respeito unicamente a ele. A sua forma de ver as coisas, de perceber o mundo e, em consequência, a sua capacidade de julgamento está limitada à sua bagagem de experiências, vivências e conhecimentos, que compõem o que aqui vamos chamar de “reservatório moral”. Ele só pode nos perceber através desse reservatório que nada tem a ver conosco. Por pensar assim, Mahatma Gandhi dizia não precisar perdoar a ninguém, porque não se sentia ofendido com o que o outro fazia ou dizia contra ele.

Todos têm o direito de pensar o que quiserem. Se o indivíduo quer fazer disso motivo de escândalo, não é problema nosso. “Os escândalos são necessários, mas ai daquele por quem venha o escândalo” Mateus 18:7

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