4. Princípio do não julgamento

4. Princípio do não julgamento

O nosso “reservatório moral”só nos permite julgar a nós mesmos.

Consequência direta do princípio da neutralidade, é o do não julgamento. Eu percebo o mundo e as pessoas através do meu reservatório moral formado ao longo das minhas existências, pelos meus conhecimentos, pelas minhas concepções, pelos meus valores. Assim, a minha forma de perceber o que está fora de mim, está limitada ao que eu sou; essa é a minha medida.

Considerando que a minha medida somente pode servir para a percepção de mim mesmo, concluo que somente poderei ser justo quando avalio a mim e que sempre serei injusto no julgamento do próximo, mesmo que o julgue positivamente.

Quando julgamos, intimamente estamos absolvendo ou condenando. E essa é uma tarefa que não nos compete pois não temos o domínio da VERDADE. Mesmo Deus, na sua magnanimidade, nunca nos condena dando-nos sempre a chance de repararmos o mal que praticamos

Assim, adotemos como princípio não julgar a ninguém. Não julguemos nem a nós mesmos, pois desse hábito surge a culpa, sentimento negativo que nos paralisa a marcha. 

Podemos sim criar o hábito da autocrítica, ou seja, da análise objetiva da nossa forma de pensar e agir, sem julgamentos, com o propósito de nos modificarmos e crescermos.

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