7. Princípio do perdão

7. Princípio do perdão

Entendendo e aceitando a limitação de cada um posso perdoá-los pelos atos praticados contra mim.

Praticando os princípios aprendemos a nos aceitarmos como somos, com dificuldades e limitações. Aprendemos a gostar de nós mesmos apesar de tudo. Perdoamo-nos, então, por não sermos perfeitos e passamos a valorizar mais as nossas qualidades do que as nossas dificuldades. O autoperdão depende de compreendermos e aceitarmos as nossas dificuldades como uma fase superável do nosso estágio evolutivo.

Assim também aprendemos a perdoar o nosso próximo, ou seja, os nossos familiares, os nossos patrões, os nossos vizinhos, os nossos inimigos. Primeiro entendendo que cada um faz o melhor que pode, considerando seu nível de entendimento, de evolução. Segundo, percebendo que “o se sentir ofendido” depende do que somos, de como enxergamos o mundo e as pessoas e, portanto, não tem a ver com o ato do outro.

Sentir-se ofendido é, obviamente, um sentimento. E ninguém pode implantar um sentimento em outra pessoa. Cada um gera seus próprios sentimentos de acordo com seus valores, com sua forma de entender a situação vivida. E, da mesma forma, cada um é responsável pela manutenção desse sentimento dentro de si.

Perdoar, portanto, não é dizer ao outro “eu o perdoo”. É tirar de dentro de si o ódio, a mágoa, ou a desaprovação. E isso só é possível quando identificamos aquela dificuldade intima que é capaz de transformar uma situação vivida em uma “ofensa”. Por isso dizemos que perdoar é uma ação unilateral; não depende do outro.

O autoperdão e o ato de perdoar a quem quer que nos tenha feito algum mal, superando nossos sentimentos de desaprovação, de decepção ou de mágoa representa um salto positivo no nosso processo evolutivo. Liberta-nos e nos traz uma viva sensação de paz.

Avançando além do perdão (unilateral) busco o perdão mútuo: a reconciliação libertará o meu adversário. Sendo eu o agente dessa reconciliação, experimento a autossatisfação com o meu progresso.

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